Depois do tetra em 1994, o Brasil continuou ganhando títulos importantes, como o Pré-Olímpico Sul-americano de 1996.
O trabalho de modernização na administração do futebol brasileiro instalado pela nova diretoria da CBF, que assumiu o comando da entidade em 1989, aos poucos começou a dar resultado. O Campeonato Brasileiro atraía a atenção do público e da televisão. Em 1989, deu-se início a uma nova competição entre os clubes do país, a Copa do Brasil. Todo ano, vários jogadores revelados pelas equipes brasileiras eram contratados por times da Europa, Japão e outros centros, gerando receita para os clubes nacionais. Só faltava o Brasil voltar a ser campeão do mundo.
Primeiro foi feito um trabalho de descoberta de novos talentos para a Seleção. Do "laboratório" do técnico Paulo Roberto Falcão saíram nomes como Cafu, Mauro Silva, Leonardo e Márcio Santos. Carlos Alberto Parreira assumiu o comando da equipe em seguida. Enquanto isso, o Brasil ganharia pela terceira vez o Mundial Sub-20 (1993) e o São Paulo era bicampeão mundial de clubes (1992 e 1993).
Um minucioso programa de preparação foi elaborado para o Brasil chegar à Copa do Mundo de 1994 pronto para ser campeão. Na concentração da CBF na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), os jogadores fizeram um trabalho individualizado de preparação física, utilizando os mais modernos equipamentos.
No Mundial dos Estados Unidos, o Brasil mostrou grande eficiência na defesa e objetividade no ataque. Venceu Rússia (2 a 0) e Camarões (3 a 0), empatou com a Suécia (1 a 1), derrotou os Estados Unidos (1 a 0) e a Holanda (3 a 2) e chegou à final com a Itália. Após uma intensa batalha de 120 minutos, o Brasil saiu vencedor na decisão por pênaltis, com o goleiro Taffarel defendendo uma cobrança e os italianos Baresi e Baggio desperdiçando outras duas.
Zagallo assumiu o comando após o Mundial e deu seqüência ao trabalho de Parreira. A base da Seleção foi mantida, ganhando os reforços de Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo. O Brasil foi vice-campeão da Copa América em 1995, medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta em 1996, campeão da Copa América e da Copa das Confederações em 1997.
Como campeão do mundo, o Brasil chegou ao Mundial da França, em 1998, sem precisar disputar as eliminatórias. Fez uma bela campanha na competição, vencendo a Escócia (2 a 1) e Marrocos (3 a 0) e sendo derrotado pela Noruega (2 a 1). Nas oitavas-de-final, passou pelo Chile (4 a 1). Nas quartas, venceu a Dinamarca (3 a 2). O jogo dramático das semifinais contra a Holanda terminou empatado por 1 a 1, e o Brasil venceu nos pênaltis mais uma vez. Mas a derrota para a França na final, por 3 a 0, adiou o sonho da conquista do penta.
A conquista da Copa América de 1999 confirmou o Brasil como a maior força do continente.
A partir daí, os clubes brasileiros brilham nas competições internacionais (em 2000 o Corinthians conquistou o Mundial de Clubes da Fifa). Jogadores como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos figuram entre as grandes estrelas do futebol mundial. Jovens talentos como Ronaldinho Gaúcho e Denílson encabeçam a nova geração de talentos. A cada ano surgem nos cantos do país centenas de garotos com potencial para se tornarem grandes craques.
Com uma administração séria para lapidar estes talentos, o futuro do futebol brasileiro está garantido, assim como a certeza de que novas conquistas virão.

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